sexta-feira, 11 de julho de 2008

Reaching the full moon - Capítulo dois:

- Eu vou te levar lá! Nós vamos alcançar a lua, Emily! – dizia o garoto, alegremente.
E então, ele sorriu. Aquele sorriso fazia o coração dela disparar e ela nem ao menos podia ver o rosto dele! Ela constantemente tinha esse mesmo sonho e por isso não parava de se perguntar quem era ele e se aquilo era mesmo apenas um sonho ou se era uma lembrança. Por mais que ela tentasse, as imagens dele vinham sempre como sombras e na melhor das hipóteses, borrões. Ela usava um colar com um lindo pingente que mais parecia um pedaço da lua. Ela não podia se lembrar aonde havia conseguido o colar, mas sentia que era importante e por isso não o tirava em hipótese alguma.
- Nós vamos alcançar a lua... Por que disse isto e por que meu coração bate tão forte quando sonho com isto? Por que não consigo me lembrar...?! – Apertou o colar, Adam acordou.
- Perdão, eu não devia ter adormecido... Preciso ir, Emily. Tome cuidado se encontrar uma mulher alta, branca, cabelos negros e curtos; e um homem alto, magro, cabelo liso, branco, longo... São Victoria e Alexander, não são boas pessoas. Eu sei que você não me conhece, mas você precisa confiar em mim... – O garoto abriu suas asas e foi embora antes que ela pudesse lhe fazer qualquer pergunta.
- Por quê? Por que confio no Adam, por que ele me parece tão familiar?! Tantas perguntas e nenhuma resposta...
Emily sentiu uma forte pontada no peito.
- Não! – Gritou. – Não quero fazer isso de novo!
- Você precisa. É apenas por isso que você existe, Emily. – Disse uma grossa voz em sua mente.
- Ainda é dia, você não tem controle sobre mim.
- Usou as palavras corretas, pequena. Ainda... – E uma risada ridiculamente maquiavélica ecoou não só na mente dela, mas também no chalé.
A garota se sentiu impotente, como se suas forças estivessem se esvaindo. Demorou a perder a consciência, mas havia perdido suas forças por completo.
- Estou faminto, Victoria. – Disse Alexander.
- Quer que eu mate algum humano por você, querido?
- Quero. Quero Henrique.
- Mas Alexander! Não é ele que Emily deverá matar hoje à noite?
- Exato. Vamos ver se você consegue ser melhor que ela, Vic.
- Ora, mas que ultraje! Comparando-me com uma garotinha...
- Ela não é só uma garotinha, Victoria. E logo se tornará uma bela mulher.
Victoria se contorceu em ódio e ciúmes, mas permaneceu calada.
- E então? Trará o sangue de Henrique para mim, ou terei de ir buscar depois que Emily tiver matado ele?
- Não me desafie, Alexander. Se não o amasse, o mataria também.
- Seria divertido vê-la tentando. – riu.
Victoria pegou-o pelo pescoço.
- Não abuse do que chamo de amor, querido. E nunca, sob nenhuma circunstância, me subestime.
- É. Acho que é com você que vou ficar. – Disse o homem, calmamente, e apertou o pulso de Victoria com força, retirando a mão dela de seu pescoço. – Está a cada dia mais forte e bela, Vic. Estou começando a me atrair... Logo não poderei responder por meus atos. – Piscou de leve e colocou sua mão no peito dela. – Traga-me o sangue do tal Henrique, sim? – Apertou-o de leve, e a beijou.
Ela corou levemente, suprimindo um gemido. Recompôs-se, tirando a mão de Alexander de seu peito.
- Não é bem assim, querido. Não vai me tocar enquanto falar desse jeito sobre a talzinha. – Virou e saiu lentamente. – Trarei seu jantar, não se preocupe.
- Victoria, Victoria. Está ficando mais sexy a cada dia. – Sorriu levemente.
A mulher ficou parada frente a um casarão, e então, entrou.
- Uau. Se eu soubesse que era sexy, teria me divertido um pouco com você, antes de matá-lo.
- Afaste-se. Ele é meu.
Victoria olhou para trás e pôde apenas ver dois olhos vermelhos, devido à escuridão.
- Ora ora, eu esperava chegar antes de você, Emily.
- Saia, insolente!
- Pode ficar com o corpo se quiser, mas o sangue será meu. – Empunhou uma espécie de adaga e colocou-a no pescoço do rapaz.
- Eu mandei se afastar...
Victoria mal pode responder e a garota já estava a seu lado, apertando seu pescoço. A mulher então a lançou para longe, com um soco.
- Se pensa ser mais forte, está enganada. Aconselho-a a desistir enquanto pode, criança.
Emily lançou uma espécie de lança de fogo em direção à Victoria, mas esta a rebateu com sua adaga.
- Garotinha inútil. – Correu em direção a ela, pegando em seu pescoço com força e a lançando contra a parede. – Ora, voltemos aos nossos assuntos, Henrique.
Ela estava prestes a decapitá-lo, quando Emily a atingiu com raios.
- Que inconveniente! – Victoria trocou a adaga por um chicote. – Venha, venha. Prometo não estragar seu corpinho.
- Victoria, deixe-a terminar o trabalho. – Disse Alexander, que surgira de repente.
- O que faz aqui? Eu disse que levaria sua janta. – Disse com desdém.
- São ordens dele, Vic. Vamos, arrumaremos outro jantar.
- Ora, eu estava prestes a me livrar da garota.
- Ui, usou o chicote? Assim não me controlo. – Puxou-a pela cintura, com força.
- Pare com isso e vamos logo embora. – Passou a língua nos lábios de Alexander e mordeu-o levemente.
Alexander, por sua vez, passou a mão nos cabelos dela.
- Ora, ora. Ficando mais carinhoso?
- Te amando um pouco mais, talvez. Ou prefere que eu sinta apenas desejo? – Sorriu com um pouco de malícia.
- Tanto faz. – Olhou com certa malícia também e ambos desapareceram.
Emily, que mais parecia ser outra, andou em direção ao tal Henrique. Que há muito já havia desmaiado.
- Sua alma... É minha. – Riu com certa maldade.
A garota pegou uma espécie de adaga, colocou a mão no peito do homem, dando-lhe um forte choque. Logo em seguida, enfiou a adaga em seu peito, brutalmente. Pegou uma garrafa estranha, destampou-o e puxou a adaga, que parecia brilhar. Derramou o sangue da adaga dentro da garrafa, e a fechou rapidamente. Na verdade, não era sangue que ela estava guardando na garrafa, mas sim, a alma do rapaz.
Terminado o que devia fazer, Emily, cujas roupas estavam rasgadas, retornou para o chalé, suja de sangue. Assim que chegou, desmaiou.

2 comentários:

Anônimo disse...

OMG, A EMILY TÁ SENDO CONTROLADA O_O
A piada já foi feita por msn, então vou te perdoar :x
Continue escrevendo, amor. ^^
A história tá ótima. :D
Te amo, Big Fran. ♥

Cáh disse...

Fran, a história está muito boa e sua narrativa é bem legal tbm... O único problema é que tudo aontece meio que do nada... Procure evitar comentários desnecessários como "Na verdade, não era sangue que ela estava guardando na garrafa, mas sim, a alma do rapaz." tenta explicar isso de outro jeito... Assim ficou meio estranho.

Beijo, te aamo (L)