Emily acordou com um pano umedecido, com água quente, na testa. Ela olhou para os lados, procurando algo, alguém. Quando estavas prestes a se levantar, ouviu uma voz.
- Não. Deve permanecer deitada por um tempo, a... Emily. – Agachou-se ao lado dela, e gentilmente deu-lhe uma xícara com chá. – Beba. É um chá de ervas raras...
- Do que ia me chamar, Adam? – Perguntou, enchendo a boca com um pouco do chá.
- Nada, eu só engasguei...
O garoto levantou e dirigiu-se à porta do chalé, aonde se sentou, encarando uma grande lua que insistia em enfeitar o céu, embora fosse dia. Por razões desconhecidas até mesmo pela garota, Emily sentiu que não devia fazer mais perguntas e apenas tratou de acabar logo com o chá.
- Adam... – Disse para si.
- Eu vou dar uma volta... – Disse o garoto.
Adam abriu suas belas asas, e saiu. Emily não pôde ver, mas uma solitária e relutante lágrima escorria pelo belo rosto do rapaz.
- Não posso me apaixonar por ela, novamente... – Pensou ele, serrando os punhos. – Eu não devo... – Continuou.
O garoto estava caminhando por uma espécie de jardim, entre nuvens. Estava perdido em seus pensamentos, quando trombou numa garota. Ela era alta, cabelo liso, bem comprido; de cor roxa, meio avermelhada. Ela usava um vestido branco, colado ao corpo.
- Ai, garoto! Não olha por onde anda?
- Perdão...
- Adam? Adam! Há quanto tempo! Estava com saudades, idiota! – Abraçou-o forte.
- Ah, oi, Sarah. – Ele permaneceu imóvel. – Desculpa, agora não é uma boa hora...
E então, se afastou e continuou andando.
- Ei, espera. Eu sou sua amiga, não esqueça isso. O que você tem?
- Ela... Ela está de volta, Sarah. E eu estou me apaixonando novamente... E ambos sabemos que o que aconteceu a ela foi minha culpa... E que se eu ficar com ela, vai continuar acontecendo, não importando em que época estivermos...
Sarah ficou em silêncio por alguns segundos, tragou o máximo que podia daquele ar, e enfim, disse:
- É, eu sei.
- Eu sinto como se eu tivesse andando por uma estrada, que não chega à lugar algum.
- Adam... Toda estrada te leva a algum lugar. Temos dois caminhos a escolher, a cada problema que nos é dado. O fácil e o difícil. O fácil é rápido, indolor. Mas você não vai ganhar nada quando sair dele. Você não vai crescer nada, não vai evoluir. O Caminho difícil... É demorado, cheio de dores e de testes, mas quando sair de lá, você vai estar mais forte, vai estar pronto. Sabe, os caminhos difíceis existem para nos preparar para o mundo. Eles não estão ali para nos fazer sofrer, apesar de tudo. Eles estão ali para que possamos crescer e encarar o mundo como ele é: Cruel, bonito. É como um mar de rosas, por mais belo que seja, é cheio de espinhos. E somente as pessoas que souberam enfrentar seus problemas, que souberam resolve-los ao invés de correr deles... Somente elas poderão sobreviver a esse mar de rosas. Somente elas saberão como lidar com os espinhos e tirar o que é proveitoso deste mar.
- Odeio isso...
- O que?
- Que você esteja sempre certa... – Abraçou-a, sufocantemente. – Sarah, você é uma boa pessoa...
- Eu sou ótima, boboca. – Sorriu, gentilmente.
- Modesta como sempre.
- Lembra... De quando éramos crianças, e estávamos aprendendo a voar? Eu abri as asas, alegremente... e eu tentei voar, toda confiante...
- E você caiu, bem feio...
- Sim... Naquele momento, você segurou a minha mão. Eu estava chorando, não pelos machucados, mas pela decepção de não ter conseguido voar... E então você mandou eu me acalmar, e disse que eu voaria, quando fosse a hora certa. E que você estaria ali para me segurar, da próxima vez que eu tentasse e falhasse. Você disse que estaria sempre comigo. Eu fiquei muito feliz, e depois disso, me tornei mais forte. Prometi a mim mesma que eu enfrentaria todo e qualquer problema... Que eu seria forte, para poder te proteger também. E agora é a minha vez de pegar na sua mão e dizer: Eu vou estar aqui para te segurar, caso você falhe. Tudo vai dar certo, tudo tem a sua hora certa para acontecer, e eu vou estar sempre aqui com você, não importa o que aconteça.
- Sarah...! – Emocionou-se muito, mas conteve as lágrimas. Nenhum dos dois eram do tipo que se permitiam chorar.
E então, abraçaram-se por muito, muito tempo. Para Sarah, tinha sido uma eternidade. A eternidade que ela desejou.
- E o que você acha que eu devo fazer em relação aos meus sentimentos por ela?
Ela realmente não queria responder isso.
- Eu acho... – Perdeu seu olhar por um instante. – Eu acho que... Acho que você mesmo deve descobrir a coisa certa a fazer. Quando chegar a hora, você vai saber. E aí, você terá sabedoria para escolher o caminho certo. Enquanto isso, apenas enfrente seus problemas. É isso o que eu acho.
- Tem razão, obrigado, Sa. – Deu um doce beijo na testa dela.
- Huh – Sorriu. – Eu preciso ir, Addy.
- Você e esse apelido, de novo?
- É, acostume-se. – Jogou seus longos cabelos para trás, abriu suas grandes asas, negras como as dele, e levantou vôo.
Em seguida, Adam fez o mesmo.
- Sarah... Sempre me surpreendendo. – Sorriu, deliciosamente. – Eu vou cuidar de vocês duas... E eventualmente, saberei o que fazer com os meus sentimentos. Mas ele não importam, eu vou sempre cuidar das duas, sempre. Não importando o que aconteça comigo... É. Obrigado, Sa.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
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3 comentários:
Ok. Amei esse *-* Muito, muito bonito, e as coisas acontecem com mais calma... Está no caminho, amor *-*
Continua valendo o que disse nos capítulos anteriores...
Te amo (L)
Amei a história :D
amooooor !!
EO LII ! Ò_Ó
LIIIIIIII !! /ò_Ó\
akspoakskakskapksaskpasaksa
adorei a história !!
muito muito boa ! *-*
eu só acho que tem umas partes aonde vc atropelou muito as coisas x_x estava em uma cena e de repente, no mesmo parágrafo já era outra coisa em outro lugar completamente diferente @__@~~
não estou criticando amor o_O/
é só uma opinião >_<
vc sabe como eu sou chata com detalhes e descrições ! xD
saskapoksaoksakksaskaposakskaska
mas independente disso...
eu AMEEEI ! *-*
prometo não tardar a ler de novo u-U
O que, eu não comentei?! ò-ó
Ah, de qualquer jeito, te disse o que achei. u.u
Amei a história. <3 ~
Aishiteru eienmente ♥
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